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as portagens a23

AS PORTAGENS DA A23 – MAIS UM VERGONHOSO AUMENTO

O início do ano não costuma ser muito simpático para os contribuintes portugueses. Ano novo, novos aumentos, e as portagens da A23 também não faltaram à chamada.

Apesar de atravessar algumas regiões portuguesas economicamente mais delicadas e desprotegidas, o aumento das portagens só demonstra a falta de sensibilidade e desinteresse do Terreiro do Paço pelo interior português.

A Globalvia, antes com o nome de SCUTVIAS, a concessionária da auto-estrada da Beira interior, mais conhecida como A23, já está a aplicar o aumento da ordem.

Agora para viajar entre a Guarda e Abrantes custa 12,01 euros (classe 1), quando antes se cobrava 11,85 euros.

E por sua vez, quem quiser visitar Lisboa a partir da cidade mais alta de Portugal terá que desembolsar 20,70 euros, contando com a sub-concessão entre Abrantes e Torres Novas de 2,50 euros, de depois já na A1 entre Torres Novas e Lisboa mais de 6,20 euros.

Curiosamente, quem quiser visitar Madrid a partir da Beira Interior, ao entrar em Espanha não tem que dispender nenhum cêntimo.

Para todos aqueles que usam a A23 estes aumentos são inexiplicáveis, e revoltam as populações destas regiões que se sentem cada vez mais marginalizadas pelo poder centralista de Lisboa.

Segundo a plataforma de utentes, empresários e sindicalistas da Beira Interior reafirmaram a sua estupefacção por mais um aumento, depois das promessas do governo socialista feitas para colmatar as consequências dos incêndios que assolaram o interior português.

Em vez disso, segudo esta plataforma o que está a ser realizado é um “aumento discriminatório”, para as populações e para as empresas destas regiões que têm um menor poder aquisitivo.

As portagens da A23 são das mais caras a nível nacional. Contudo, o custo para os utentes não tem em conta a situação socio-económica.

Para os sucessivos governos do Terreiro do Paço, e este não foge à regra, que está muito empenhado em proporcionar condições para o fomento do turismo, um dos sectores que mais contribue para o PIB nacional, no entanto recusa ao interior condições efectivas para melhorar o seu desenvolvimento económico e social.

 

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