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DO PACTO IBÉRICO AO TRATADO DE AMIZADE

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A última cimeira luso-espanhola que se realizou em Valladolid, também serviu para celebrar os 40 anos da assinatura do Tratado de Amizade e Cooperação que substituiu o Pacto Ibérico.

Em 1977, Adolfo Suárez e Mário Soares começaram a “forjar” uma nova relação luso-espanhola, com a implementação de um novo Tratado de Amizade e Cooperação, que veio tirar efeito ao Pacto Ibérico das ditaduras de Franco e Salazar de 1939.

O Pacto Ibérico (também conhecida por Aliança Ibérica) ter sido assinado antes da fim da Guerra Civil Espanhola, porém com o desenvolvimento do conflicto já previa a vitória nacionalista.

Para Raquel Rodriguez Garoz, o Pacto Ibérico estava na ante-câmara da II Guerra Manuel, e assegurava a neutralidade de Portugal e Espanha na maior guerra produzida no continente europeu.

Esta investigadora expõe que neutralidade de Franco, permitia a Portugal manter “as colónias africanas ante os sonhos imperialistas dos espanhóis”. E para os espanhóis, este tratado significava menos dependência de Portugal em relação ao Reino Unido.

Voltando à era democrática, Tratado de Amizade e Cooperação de 1977, que veio a criar as cimeiras luso-espanholas, descrevia então as principais áreas de actuação comum.

Os principais assuntos que eram  mais desejados e continuam a  ser  a cooperação económica, cultural, científica e técnica, e os problemas que dependem da situação fronteriça e da cooperação militar.

Na Cimeira luso-espanhola do passado dia 21 de Novembro, em que se realizou na capital de Castilla y Léon, os governos de Portugal e Espanha chegaram a acordo para a definição de uma estratégia ibérica para o desenvolvimento social e populacionais nas regiões da raia luso-espanhola.

Para António Costa, o primeiro-ministro de Portugal, a implementação de um grupo de trabalho para o desenvolvimento desta estratégia que entrará em funcionamento nos próximos meses, é um “avanço importante” para fazer frente ao despovoamento acelerado.

Para o Presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, também declarou que “o problema  do despovoamento e do envelhecimento como o principal problema nas regiões fronteiriças”.

 

 

 

 

 

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