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É urgente a implementação de incentivos à produção de trabalhos de investigação na Península Ibérica e na América Latina nas suas próprias línguas maternas, de forma a dar mais visibilidade do português e do espanhol a nível global através dos cientistas ibero-americanos

Cientistas Ibero-americanos preferem o Inglês

A pesar da crescente importância da língua portuguesa e espanhola, que conformam um espaço de cerca de 800 milhões de falantes, todavia, os cientistas ibero-americanos preferem a língua inglesa.

Esta conclusão é feita pela organização dos Estados Ibero-americanos para a Ciência, Educação e a Cultura (OEI) através do seu relatório “Desafíos para uma ciência em espanhol e em portugués” em colaboração com o Real Instituto Elcano.

Cerca de 84% dos cientistas ibero-americanos optaram em 2020 por publicar os seus trabalhos de investigação na língua de Shakespeare.

A nível de nacionalidades há grandes diferenças no uso da língua inglesa em detrimento da sua própria língua materna, no que diz respeito à publicação dos seus trabalhos de investigação científica.

Apenas 3% dos cientistas portugueses optaram por publicar na sua própria língua materna. E no Brasil 12% dos seus cientistas preferem publicar na língua portuguesa.

No mundo científico hispânico há uma maior consideração pela língua espanhola comparando com os resultados registados em Portugal e no Brasil.

Cerca de 13% dos científicos espanhóis divulga as suas conclusões científicas na sua língua materna. No México apenas 12% preferem o espanhol, 16% no Chile e 20% dos argentinos, que é o país que mais utiliza a língua de Cervantes para publicar os seus trabalhos científicos.

Um dos objectivos do relatório “Desafíos para uma ciência em espanhol e em portugués” era conhecer com uma maior profundidade a produção e a divulgação dos trabalhos dos cientistas ibero-americanos no contexto global em que a língua inglesa é sem dúvida  a língua franca da ciência.

Outra conclusão deste relatório é a constante redução da diversidade lingüística na ciência e até mesmo na academia, o que faz disminuir o acesso real ao conhecimento.

É urgente a implementação de incentivos à produção de trabalhos de investigação na Península Ibérica e na América Latina nas suas próprias línguas maternas, de forma a dar mais visibilidade do português e do espanhol a nível global através dos cientistas ibero-americanos.

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