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A Mulher Africana e as Suas Conquistas

O mês de Março é sinónimo de celebração das conquista da mulher por todo mundo. Desta vez, quisemos saber da força da mulher africana, sobretudo da mulher angolana.

Esta semana entrevistamos a Eliane Patrícia de Oliveira, CEO de AMEJ e Vice-presidente da Câmara de Negócios de Indústria Angola e Espanha (CNIAE), para saber as razões da força da mulher africana e as conquistas que obteve dentro da sociedade angolana.

Para Eliane Patrícia de Oliveira a força inspiradora de algumas mulheres africanas fizeram que hoje os direitos e a intervenção da mulher africana sejam bem diferentes: “o Dia da Mulher é crucial para destacar as conquistas das mulheres incluindo as notáveis mulheres africanas e angolanas que deixaram uma marca indelével na história. Mulheres como Rainha Nzinga, que desafiou o domínio colonial Português em Angola no século XVII, ou Wangari Maathai, a ambientalista Queniana é vencedora do Prémio Nobel da Paz, são exemplos inspiradores de liderança e coragem.”

Como o Dia Internacional da Mulher é celebrado em Angola e em África em geral?

Em Angola e em muitos países africanos, no dia Internacional da Mulher, celebramos a força, resiliência e conquistas das mulheres em todo o mundo. Nos nosso continente Africano o Dia Internacional da Mulher é celebrado com eventos, discursos, marchas, workshops e outras atividades que enfatizam a importância das mulheres na sociedade e promovem a igualdade de gênero. Em alguns países esta data é considerada um feriado.

Qual é a importância deste dia na sociedade angolana e africana?

O Dia da Mulher é crucial para destacar as conquistas das mulheres incluindo as notáveis mulheres africanas e angolanas que deixaram uma marca indelével na história. Mulheres como Rainha Nzinga, que desafiou o domínio colonial Português em Angola no século XVII, ou Wangari Maathai, a ambientalista Queniana é vencedora do Prêmio Nobel da Paz, são exemplos inspiradores de liderança e coragem. Suas contribuições e legados continuam a inspirar gerações de mulheres a perseguir seus sonhos e desafiar fronteiras para alcançar a igualdade e justiça. , conscientizar sobre desafios enfrentados e promover a igualdade de gênero e os direitos das mulheres em Angola e em toda a África. Embora tenhamos alguns países aonde devemos lutar mais pelo respeito e direitos das mulheres.

Quais são os principais desafios enfrentados pelas mulheres em Angola e em África atualmente?

Mulheres em Angola e em África no geral enfrentam desafios como desemprego, saúde precária, violência de género, acesso limitado à educação de qualidade, falta de acesso a cuidados de saúde adequados e discriminação. Além disso, questões como casamento infantil, mutilação genital feminina e falta de representação política também são desafios significativos que muitas mulheres enfrentam na região. Promover a igualdade de gênero, garantir o acesso igualitário a oportunidades e combater a discriminação são passos essenciais para superar esses desafios e capacitar as mulheres angolanas e africanas a alcançarem seu pleno potencial..

Que este mês da Mulher seja uma oportunidade não apenas de celebrar, mas também de reconhecer e honrar as realizações das mulheres africanas e angolanas que moldaram o mundo em que vivemos hoje

Eliane Patrícia de Oliveira

Como o governo angolano e organizações locais promovem os direitos das mulheres?

O governo angolano e organizações locais trabalham para promover os direitos das mulheres através de políticas, programas de empoderamento, educação e leis que combatem a discriminação de gênero.

Quais são as principais conquistas das mulheres em Angola ao longo dos anos?

As mulheres em Angola conquistaram avanços significativos em áreas como educação, saúde, economia e participação política e direitos legais, embora alguns desafios ainda persistam. Alguns nomes de destaque atualmente:

a)Vera Daves: Economista e Ministra das Finanças de Angola.
b) Carolina Cerqueira: Presidente da Assembleia Nacional.
c)Sílvia Lutucuta: Ministra da Saúde, lidera a pasta da saúde em Angola.
d)Esperança Costa: Vice-Presidente de Angola, é a segunda figura mais importante no governo angolano.
Figuras que fazem a diferença é mostram o potencial da mulher.

Como sua experiência pessoal influenciou sua perspectiva sobre a igualdade de gênero?

Para me igualdade de género refere-se à igualdade de direitos, responsabilidades e oportunidades entre homens e mulheres. O empoderamento feminino envolve capacitar as mulheres e garantir que tenham controle sobre suas vidas e decisões. Isso no meu ver podemos alcançar através de acesso igualitário à educação, oportunidades de emprego, participação política e tomada de decisões em todos os níveis da sociedade.

Promover a igualdade de género e o empoderamento feminino é essencial para alcançar um mundo mais justo e equitativo, onde homens e mulheres tenham oportunidades iguais de desenvolver seu potencial e contribuir para a sociedade. Isso envolve desafiar normas sociais prejudiciais, combater a discriminação de género, garantir a proteção contra a violência baseada no gênero e criar um ambiente onde todos possam prosperar independentemente de seu género.

Como empresaria, quais são as suas principais responsabilidades e tarefas diárias?

As principais responsabilidades e tarefas diárias de uma empresária inclui, gerência de uma equipe e projetos, tomar decisões estratégicas, lidar com questões financeiras, desenvolver estratégias de crescimento, manter relações com clientes e fornecedores, entre outras tarefas árduas.

Dia-a-dia de trabalho e equilíbrio entre responsabilidades profissionais e pessoais: O dia-a-dia de uma empresária pode envolver reuniões, planejamento, resolução de problemas e supervisão de operações. O equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal pode ser desafiador porque requer uma gestão eficaz do tempo e priorização de tarefas. Mas é extremamente gratificante como mulher exercer uma posição profissional que noutro hora é estreitamente masculina.

Que este mês da Mulher africana seja uma oportunidade não apenas de celebrar, mas também de reconhecer e honrar as realizações das mulheres africanas e angolanas que moldaram o mundo em que vivemos hoje.

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