Amanhã, 11 de Novembro de 2025, uma data histórica e marcante para o nosso país, Angola celebra cinco décadas de independência, momento único e belo para qualquer Estado, este momento que convida cada angolano residente em Angola ou na diáspora, sem desprimor a contribuição intelectual estrangeira, a reflectir sobre a jornada trilhada marcada por enormes desafios e oportunidades e a vislumbrar o futuro, um futuro diferente daqueles que sonharam com a liberdade e com a emancipação política que hoje a temos. E nesse futuro, a juventude angolana assume um papel crucial. Mais do que meros espectadores, os jovens são os generais do desenvolvimento, os herdeiros de um legado de luta e os agentes de transformação no sistema internacional.
A Luta pela independência se entrelaça com a própria a história da juventude angolana. Os mais velhos de hoje, foram os jovens de ontem, foram os jovens com coragem que empunharam as armas, que organizaram a resistência, que sonharam com firmeza com uma Angola livre e soberana. Após a independência, a juventude teve que enfrentar os desafios da reconstrução nacional, da guerra civil e da consolidação do Estado. A desigualdade social, o acesso limitado à educação e as oportunidades de emprego escassas representaram empecilhos, mas não impediram a sua participação na construção de um novo amanhã, de uma nova Angola.
Hoje, a participação da juventude na Política Externa Angolana é mais notório do que antes. O acesso à educação, a formação de especialização, embora ainda desigual, tem possibilitado a formação de jovens diplomatas, quadros técnicos e especialistas em Relações Internacionais. Angola, através da Academia Diplomática Venâncio de Moura, e outras instituições no quadro da cooperação com o governo angolano, tem investido na capacitação desses jovens, reconhecendo a importância de uma diplomacia activa e engajada.
O engajamento da juventude na Política Externa Angolana é uma oportunidade para fortalecer a imagem de Angola no exterior, promovendo a boa governação e construir um futuro mais justo e próspero para todos os angolanos
A participação da juventude em Organismos Internacionais, como a ONU, a União Africana (UA) e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), ainda se constituí num quadro bastante desafiador, a inserção de mais jovens angolanos competentes será bastante fundamental para a defesa dos interesses de Angola e para a promoção da paz, segurança e do desenvolvimento sustentável. Jovens angolanos têm-se destacado em funções de liderança, representação e advocacy em fóruns regionais globais, levando a voz do nosso país e defendendo causas importantes para o continente africano e para o mundo.
A juventude angolana tem-se mostrado um talento notável na diplomacia pública e digital. Através da cultura e de outras formas de expressão, os jovens angolanos têm promovido a imagem de Angola no exterior, construindo pontes culturais e fortalecendo as relações com outros Estados. As redes sociais e a tecnologia digital se tornaram canais poderosos para a divulgação de informações, para o debate sobre iniciativas globais, política Externa e para a mobilização da opinião pública.
Apesar dos avanços e desafios ainda perene hodiernamente, a juventude angolana tem-se destacado nas mínimas e singelas oportunidades concedidas através de vários programas de Organizações Internacionais, Embaixadas estrangeiras, destacando também as livres iniciativas, revelando o seu potencial para poder informar, representar e negociar, funções principais da diplomacia. A desigualdade social, o acesso limitado a oportunidades e a necessidade de fortalecer a educação e a formação em áreas estratégicas são empecilhos que precisam ser superados. No entanto, o futuro é promissor e desafiante mas não impossível. Na defesa dos interesses nacionais, permanente e circunstanciais, o engajamento da juventude na Política Externa Angolana é uma oportunidade para fortalecer a imagem de Angola no exterior, promovendo a boa governação e construir um futuro mais justo e próspero para todos os angolanos.
O governo, a sociedade civil e as organizações internacionais têm um papel fundamental a desempenhar na criação de um ambiente favorável à participação da juventude na Política Externa. É preciso investir fortemente na educação e formações de especialidade neste campo de estudo, Relações Internacionais, promover a igualdade de oportunidades, criar plataformas de diálogo e fomentar o intercâmbio cultural e profissional.
Ao celebrarmos os 50 anos de independência, é importante reconhecer o papel crucial da juventude na política externa angolana. Os jovens são os empreiteiros do futuro, os embaixadores da esperança e os agentes de mudança. Criar programas de auscultação ouvindo-os, capacitá-los, Angola estará marchando em direção o caminho do sucesso, do desenvolvimento, do reconhecimento e aceitação internacional. O futuro da Política Externa Angolana está nas mãos da sua juventude, e o mundo aguarda com melhor expectativa para ver o que eles (jovens angolanos) farão nas diferentes plataformas Bi e Multilateral, no sistema internacional de modo geral tão competitivo e agressivo, que exige posicionamento estratégico, exige moderação e astúcia, espera-se, sabedoria, protagonismo, compromisso, sobre tudo impacto nas suas variáveis acções empregues neste cenário. Que a juventude angolana continue orgulhosa de si mesma, mantendo seu forte interesse em discutir e apresentar soluções sobre os principais factos que dominam a pauta internacional, guiando Angola e mundo rumo a um futuro de paz, justiça e progresso para todos.
Joel Cortez
Especialista em Relações Internacionais, Comunicação Política e Marketing Eleitoral.
















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