O Ano Novo Chinês é a festividade mais importante do calendário tradicional chinês e uma das celebrações culturais mais antigas do mundo. Com mais de quatro mil anos de história, o Ano Novo Chinês marca o início de um novo ciclo de acordo com o calendário lunissolar e simboliza a renovação, a prosperidade e a harmonia entre o ser humano e a natureza.
Ao contrário do calendário ocidental, a data do Ano Novo Chinês varia a cada ano, situando-se geralmente entre finais de janeiro e meados de fevereiro. Esta celebração, também conhecida como a Festa da Primavera (Chūnjié), está profundamente ligada à vida familiar, aos rituais ancestrais e aos valores que moldaram a identidade do povo chinês ao longo dos séculos.
A Celebração do Ano Novo Chinês
Um dos elementos mais característicos do Ano Novo Chinês é o zodíaco chinês, composto por doze animais que se sucedem ciclicamente. Cada um deles representa qualidades, energias e traços de carácter que influenciam simbolicamente o ano que se inicia. Desta vez, o protagonismo cabe ao Cavalo, uma figura de grande relevância histórica e cultural na China.
O Cavalo tem sido, desde a antiguidade, um símbolo de força, lealdade e progresso. O seu papel foi essencial na agricultura, no comércio e nas comunicações, bem como na expansão territorial e militar dos antigos impérios chineses. Na literatura clássica, na pintura tradicional e na poesia, o cavalo surge como um emblema de liberdade, movimento e sucesso, valores intimamente associados ao ano novo chinês regido por este signo.
Para celebrar o Ano Novo Chinês, vamos publicar 4 entrevistas que constituem um mosaíco de perspectivas sobre a relação sino-ibérica
Raia Diplomática: Um Fórum para o Diálogo Sino-Ibérico
Neste contexto, e reconhecendo a importância estratégica da China no cenário global, a Raia Diplomática, a revista ibérica de diplomacia e negócios, junta-se à celebração de uma forma singular e profundamente relevante: através do poder da palavra e da análise especializada.
Durante o mês de fevereiro, a publicação oferecerá uma série especial de quatro entrevistas que constituem um mosaico de perspetivas sobre a relação sino-ibérica.
O ciclo começou na passada terça-feira com uma conversa esclarecedora com Wei Fan, Correspondente para Espanha e Portugal da Televisão Nacional da China. A sua visão a partir da frente jornalística oferece uma leitura única sobre a narrativa e a perceção entre a China e a Península Ibérica.
Nas próximas semanas, o foco será ampliado com a perspetiva académica, científica e cultural de Carmen Amado Mendes, Presidente do Centro Cultural e Científico de Macau. A sua análise promete lançar luz sobre o papel histórico e contemporâneo de Macau como plataforma entre mundos.
A atenção voltar-se-á para os negócios e a economia com a entrevista a Bernardo Mendia, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Hong Kong, que desvendará as oportunidades, desafios e dinâmicas do comércio e do investimento neste pilar financeiro global.
Finalmente, Hou Yongfeng, Conselheiro de Educação da Embaixada da China em Espanha, fechará este ciclo, destacando o pilar da cooperação educativa e académica. Os intercâmbios estudantis, a promoção da língua e a colaboração em investigação são sementes para um futuro de entendimento mútuo.
Esta iniciativa da Raia Diplomática é um exercício de promoção da cultura global. Ao dar voz a personalidades das áreas da comunicação, cultura, ciência, educação e negócios, a Raia Diplomática constrói uma narrativa multidimensional sobre a China, facilitando um entendimento mais rico e matizado para os seus leitores no mundo ibérico.
























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